Desafios da organização sindical em debate na próxima semana

O fortalecimento da indústria diante de um novo cenário institucional na política e na economia do Brasil, as transformações no processo produtivo pós-tecnologia avançada no País e no mundo, as ameaças de precarização do trabalho são alguns dos temas que serão debatidos no Seminário: Desafios da Organização Sindical, uma iniciativa do TID-Brasil e do Macrossetor da Indústria da CUT em parceria com a Fundação Friedrich Ebert, que será realizado nas próximas quinta e sexta, dias 22 e 23, em São Paulo.

Para o presidente do TID-Brasil, Rafael Marques, a participação da indústria no Brasil e a importância que o setor terá nos próximos anos está relacionado diretamente com o debate que o setor produtivo fizer agora.

Foto: Roberto Parizotti/CUT

“Estamos diante de vários desafios e definições, principalmente, de qual papel a indústria terá no desenvolvimento social e no mercado moderno que já está sendo amplamente debatido e traçado nas grandes economias mundiais”, destacou.

“O Brasil está entre as dez maiores economias e o setor industrial tem parte significativa neste ranking. Não podemos estar de fora”, completou.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário da CUT, a CNTRV-CUT, e secretária-geral do TID-Brasil, Cida Trajano, afirmou que o objetivo do Seminário é debater o futuro do trabalho com as lideranças sindicais e especialistas no tema, para municiar aqueles que tem responsabilidade de organizar os trabalhadores.

Foto: Adonis Guerra/SMABC

“Esse debate é essencial para balizar a negociação coletiva de trabalho, despertar para um novo enfrentamento diante da indústria 4.0 e buscar subsídios aos trabalhadores que ainda não têm conhecimento pleno desse tema”, disse.

Para a dirigente, a CUT tem uma grande preocupação com as negociações coletivas neste novo cenário de supressão dos direitos da classe trabalhadora.

“Esses diretos vão além das questões salariais, mas estão inseridos na vida do trabalhador, na moradia, nos estudos, aposentadoria, enfim é uma questão muito mais ampla”, defendeu.

A Fundação Friedrich Ebert terá participação fundamental no Seminário para aprofundar o debate e trocar experiências sobre a digitalização da economia e os impactos sobre os trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo.

A Instituição é responsável pelo fomento de diversas iniciativas que elaboram subsídios ao movimento sindical e contribuirá com os debates por meio da presença do professor Dr. Manfred Wannöffel, pesquisador na área de sociologia do trabalho na Universidade de Bochum-Ruhr e responsável pela cooperação entre a Ruhr-Universität Bochum e o Sindicato dos Metalúrgicos Alemães (IG Metall).

O evento também contará com a participação do professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, João Furtado; do presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, entre outros, além dos presidentes da cinco Confederações que compõem o Macrossetor da Indústria da CUT e do secretário-geral da Central, Sérgio Nobre.

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